A cerca de 50 quilómetros de Viseu e 45 quilómetros de Aveiro, a freguesia de Arcozelo das Maias tem como principais acessos o IP5 (agora A25) e a Estrada Nacional 16. O visitante vindo de Lisboa ou Porto sai no acesso de Albergaria-a-velha e segue pela A25 em direcção a Viseu. Pode sair no nó de Reigoso e seguir as placas que indicam a freguesia de Arcozelo das Maias. Neste caso, atravessa os lugares de Reigoso, Sobreiro, Antelas e, posteriormente, Santa Cruz. Neste cruzamento, segue a Estrada Nacional 16 na direcção da freguesia. Tem sempre como companhia uma paisagem deslumbrante de serra e terras de cultivo.

Vindo de Viseu pela A25, pode sair no acesso de Oliveira de Frades e seguir as placas até ao centro da vila e, posteriormente, dirigir-se à freguesia pela EN 16.

Chegado à freguesia, o visitante depara-se com um cenário verdadeiramente encantador, desde a riqueza natural ao património edificado, sem esquecer a hospitalidade das suas simpáticas gentes.

Todos estes motivos são válidos para visitar Arcozelo das Maias, tal como nos ensina a canção:

Ó Arcozelo das Maias
Centro de encanto e beleza
És pelo Vouga banhada
Linda terra portuguesa

A Serra do Ladário é um bom exemplo do esplendor natural desta região, que respeita o equilíbrio pelo meio ambiente. No Alto das Cruzes, a 804 metros, situa-se um marco geodésico e um posto de vigia, registando-se aqui a segunda maior amplitude do concelho. Nesta serra está integrada a Vessada do Salgueiro, que actualmente possui uma barragem, a qual facilita a pesca desportiva e proporciona muitos momentos de lazer. Horas de descontracção e tranquilidade são também alcançadas nas margens dos rios Gaia e Vouga, que atravessam a freguesia.

Mas nem só de riquezas naturais se compõe o património da localidade, pois também o edificado merece a atenção do visitante. Assim, numa passagem por Arcozelo das Maias não pode deixar de ser visitada a Igreja Matriz, em cujo adro de encontra um nicho de pedra lavrada bastante antigo e o largo da antiga Feira dos 12.

Há ainda a conhecer a Casa de Fornelo, que se pensa datar do século XVIII, referindo-se a existência de um missal impresso em 1789, pois esta casa possui uma capela particular. Outra das casas mais distintas da freguesia é a Casa do Ribeiro, de onde foi oriundo o Padre Domingues Tavares, familiar do Santo Ofício da Inquisição de Coimbra, a quem se refere a história da Língua do Rato. Esta casa ainda hoje é habitada.

Igualmente merecedoras de uma observação cuidada são as marcas do passado mais remoto desta povoação, nomeadamente as Antas em Quintela e Vessada do Salgueiro; as Mamoas diversas; a Sepultura Antropomórfica em Quintela; o Rasto do Mouros - Insculturas no Faleiro; e os Vestígios Castrejos do Monte do Castro ou Coroa.

No que concerne aos espaços de diversão, os habitantes da freguesia dispõem do Bar da Associação, situado na Portela, Arcozelo das Maias, que pode ser frequentado por todos, mesmo pelos não sócios da colectividade. Aqui encontra-se sempre um ambiente bastante animado e é possível assistir à exibição de alguns filmes.

Há alguns anos, a freguesia tinha uma discoteca, no lugar de Santa Cruz, mas que devido a alguns contratempos foi encerrada em 2003.

 

Artesanato

O artesanato de Arcozelo das Maias é reconhecido pela sua beleza, genuinidade e características únicas. Aqui o visitante pode encontrar interessantes e úteis peças manufacturadas, sobretudo no domínio da madeira e da tecelagem.

Anteriormente, havia na freguesia uma oficina de cantonaria, mas, após o falecimento do seu proprietário, a oficina encerrou, tendo ficado comprometida esta forma de expansão do património da freguesia.